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Os importados estão chegando

Até o mês de março, conforme números do Stud Book da ABQM, foram nacionalizados mais de 80 cavalos de diversas modalidades

O dólar em queda, a preocupação constante em melhorar o plantel e muitas vezes usados como atrações internacionais nos leilões. Esses são os principais motivos que estão levando os criadores a importar animais dos Estados Unidos.

Até o mês de março, conforme números do Stud Book da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), foram nacionalizados mais de 80 cavalos de diversas modalidades, já superando todas as importações ocorridas durante todo o ano de 2006.

Não são somente os brasileiros que estão se aproveitando desse momento favorável: “Os proprietários europeus, principalmente os italianos, estão importando muito. Compram até pelo site”, informa Carlos Deleu, treinador brasileiro radicado nos Estados Unidos, que veio ao Brasil no mês de março e um dos principais assessores dos brasileiros nessas transações comerciais.

Até o mês de março, conforme números do Stud Book da ABQM, foram nacionalizados mais de 80 cavalos de diversas modalidades

Jarbas Bertolli: "Muitas vezes se perde a oportunidade de importar animais que visam melhorar, realmente, o plantel brasileiro. Às vezes, o financeiro fala mais alto do que o técnico"

O dólar em queda, a preocupação constante em melhorar o plantel e muitas vezes usados como atrações internacionais nos leilões. Esses são os principais motivos que estão levando os criadores a importar animais dos Estados Unidos.

Até o mês de março, conforme números do Stud Book da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), foram nacionalizados mais de 80 cavalos de diversas modalidades, já superando todas as importações ocorridas durante todo o ano de 2006.

Não são somente os brasileiros que estão se aproveitando desse momento favorável: “Os proprietários europeus, principalmente os italianos, estão importando muito. Compram até pelo site”, informa Carlos Deleu, treinador brasileiro radicado nos Estados Unidos, que veio ao Brasil no mês de março e um dos principais assessores dos brasileiros nessas transações comerciais.

As importações criteriosas, sem dúvida, melhoram a genética brasileira. Todavia, nem sempre os importados são melhores do que os produtos que já se encontram no nosso País: “Muitas vezes se perdem a oportunidade de importar animais que visam melhorar, realmente, o plantel brasileiro.

Às vezes, o financeiro fala mais alto do que o técnico”, alerta Jarbas Leonel Bertolli, superintendente do Stud Book da ABQM. Mas, segundo ele, todos os animais que foram importados atendem à legislação vigente pré-estabelecidas pela ABQM e das entidades específicas, como Associação Nacional do Cavalo de Rédeas ( ANCR ), Associação Nacional do Cavalo de Apartação (Anca), entre outras.

 

Cavalo importado só poderia ser vendido depois de quatro anos”

José Eugênio de Rezende Barbosa (Tô), o criador que mais possui cavalos registrados na ABQM, também concorda que o aumento no volume das importações é, primeiramente, porque o dólar está muito barato. “Outro fator é o ‘boom’ no mercado brasileiro. As vendas foram muito boas nos últimos dois anos. Além da mania de os criadores acharem que o cavalo brasileiro é pior do que o americano”, brincou.

Mas ele preocupa-se porque, segundo sua análise, a maioria das importações foi feita por “comerciantes”. Isso é péssimo para a criação nacional,” acredita o Tô, que depois da King Ranch do Brasil, foi o pioneiro na importação de animais pra melhorar a raça no Brasil. “A ABQM deveria criar uma regra para que o cavalo importado só poderia ser vendido aqui no Brasil depois de quatro anos”.


Dixie Cat

Segundo seus cálculos, importou 10 animais: “Todos com pais e mães bons”, avalia o criador que atualmente possui cerca de 200 éguas, chegando a ter mais de mil. Ele destaca entre essas importações, respectivamente os garanhões: (High Brow Cat x Dixieland Squall, por Rum Squall), de pelagem preta; e o rosilho My Pepto Doc (Peptoboonsmal x My Lady Sttylish, por Docs Stylish Oak). Pelas suas contas, deveriam ter menos criadores no mercado, mais usuários, mais provas e maior premiação: “A conta final seria a valorização do cavalo”.

 

HYPP negativo é requisito número um na importação

“Na média, essas importações são mais benéficas do que prejudiciais à raça”, avaliou Luciano Beretta, que já importou 17 animais para seus clientes, sendo quatro da linhagem de Conformação e 13 de Corrida. Segundo ele, os principais motivos do crescimento dessas importações são o câmbio favorável e o melhoramento genético. “Além disso, o mercado está aquecido, principalmente os produtos de Velocidade.


Jess Romance

A produção dos cavalos de Corrida é pequena”. O principal cavalo que ele importou foi a alazã Jess Romance (Mr Jess Perry x Romance Will Return, por First Down Dash), 6ª colocada no Futurity em Ruidoso Downs. Beretta informa ainda que, na Conformação, o principal item na importação é o HYPP. “Tem de ser negativo. Não adianta ser campeão e possuir um excelente pedigree”. O treinador acredita que a procura por importados ainda vai continuar por algum tempo: “Vai chegar uma hora que o mercado vai se reequilibrar”.


Procura de “sangue” que não tem no haras

VF Sheza Live Whire

Eduardo Kucinsky é outro criador que foi às compras nos EUA. Trouxe três animais, sendo um gara­nhão e duas matrizes, dirigidos para as modalidades de Tambor, Corrida e Vaquejada. “Com o dólar baixo, fui procurar cavalos de linhagem aberta para cruzarem com ‘sangue” que não tenho no haras”, observou.

Para ele, sempre vale a pena importar, desde que seja aprovado e com campanha. “Com o crescimento do mercado no Brasil e o dólar em baixa, as importações continuarão por mais algum tempo”, prevê. Ele reforçou o seu plantel, respectivamente, com as fêmeas: Corona de Flores (Corona Cartel x Fluff’n Ftuff, por Beduino), tordilha, com SI 102; e a égua alazã

VF Sheza Live Whire (On The Money Red x Live Rebel, por Parrs Alive), vencedora de três Futurity de Três Tambores; além do garanhão Aim Ta Fame (Dash Ta Fame x Kays Moon Lady, por Marthas Six Moons), ganhador de Corrida nos EUA, que deixou filhos com a reprodutora Sissi Little Coxn, produtora de animais com ganhos superiores a US$ 500 mil.

 

Produtor de US$ 1,3 milhão


Somebody Smart

Antônio Carbonari Filho, Eric Carbonari e o mineiro Jayme Toledo de Resende também formaram sociedade na importação do garanhão Somebody Smart (Smart Little Lena x A Busy Body, por Son O Sugar), produtor de filhos ganhadores de US$ 1,3 milhão. Ele será apresentado no Leilão Minas Horse Show, que ocorrerá em maio, em Belo Horizonte (MG). “Ele foi adquirido para melhoramento genético e para acompanhar a tendência do mercado norte-americano, que é o maior do mundo”, disse Marcelo Almeida Campos, gerente do JTR Ranch, um dos sócios dos reprodutor, que ficará alojado no Rancho das Américas.

“Normalmente, são importados os filhos de gara­nhões campeões. Nós trouxemos um comprovado”, argumentou o gerente: “Dos 86 filhos desse reprodutor, 44 são campeões ou reservados nos principais campeonatos de Apartação dos EUA, além de ganhadores em provas de Rédeas e Working Cow Horse”. Campos calcula ainda que em 2006, os filhos do repro­dutor acumularam US$ 273 mil e, em 2007, US$ 231 mil.

 

Busca de qualidade comprovada na reprodução

“Além de pedigree, fomos buscar qualidade comprovada na reprodução para aquecer ainda mais o mercado Quarto de Milha brasileiro”, declarou Mauro Kauffmann, que importou Lenas Lisette, em parceria com Joaquim Alves e Emílio Mussolini, formando o condomínio All Blue Boon Partners Inc.

Essa égua castanha é mãe de apenas três produtos em competição, com ganhos de US$ 180 mil, todos filhos de Peptoboonsmal.

Filha de Doc O’lena e Guens Belle (Peppy San), vem prenha também de Peptoboonsmal, cuja cobertura custa US$ 15 mil e foi vendido no ano passado por US$ 5 milhões.

“Lenas veio para melhorar a qualidade do nosso plantel, que vai ser transmitido para as gerações futuras”, prevê Kauffmann.

Lenas Lisette

 

Linhagem consagrada e pelagem diferenciada


First Down Required

Sérgio Thomé Filho e Ronald Wallace Simonsen, da Quarter Collection, vêm importando um expressivo número de animais Quarto de Milha. Agora, nesse ano, trouxe mais um animal de qualidade. “Nossa maior preocupação, na hora de escolher as linhagens a serem importadas, é encontrar aquelas que são ganhadoras nos EUA, incrementando essa genética ao criatório nacional”, informou Sérgio Tho­mé.

Uma das principais importações, seguindo essa filosofia, foi a do gara­nhão First Down Required. “Ele cumpre todos estes requisitos, pois é filho de First Down Dash e No Tools Required (Jody O Toole), argumenta o criador, acrescentando: “Procuramos sempre trazer linhagens consagradas”.

 

A internet disseminou muito conhecimento ao criador brasileiro

Já para o mineiro Felipe Simões Zica , representando o seu pai José Rodrigo Machado Zica (Haras Santa Helena), a valorização do real frente ao dólar, com certeza motivou muitos criadores a aproveitar a ocasião para buscar novas genéticas. Além disso, hoje em dia, é muito fácil a comunicação com os EUA: “A internet, por exemplo, disseminou muito conhecimento ao criador brasileiro que tem um acesso bem mais fácil aos criatórios norte-americanos do que há alguns anos”, avaliou, o criador que importou a matriz Boonsmal Doll.


Boosmal Doll

Ele informa que ela é uma égua com campanha comprovada nas pistas de Apartação. “Ganhou US$ 22.028 em prêmios, sendo finalista de grandes provas, inclusive a 6ª colocada no NCHA Super Stakes Classic. Boosmal Doll é uma filha do Peptoboonsmal e My Kinda Party Doll (Colenel Flip, que ganhou R$ 74.108 em Apartação. Ela deixou cinco crias nos EUA, no Buffalo Ranch.

“Ela foi importada com a finalidade de aumentar e modernizar a base genética do nosso plantel, agregando mais uma égua de ponta ao nosso criatório”, diz Felipe Zica, argumentando: “Acho o aumento das importações, de qualidade, com certeza serão benéficas para a constante evolução do plantel de Quarto de Milha brasileiro”.

 

A Fazenda Barrinha trouxe a finalista do Futurity NCHA, Bob N Bunny


Bob N Bunny

 A Fazenda Barrinha encerrou o ano de 2007 como uma das principais importadoras de cavalos de Trabalho e Corrida dos EUA para o Brasil. “O objetivo é trazer apenas animais ganhadores e produtores, com alta performance”, disse o criador Armando Costa Filho, que importou recentemente a égua Bob N Bunny. Essa filha de Bobs Freckles e Bunnys Oak (Doc’s Oak), ganhadora de $ 10,090.89 pela NCHA, estava em treinamento com Grant Simon.

Bob N Bunny foi o animal apresentado por Armando Costa Neto no Futurity NCHA, em Fort Worth em 2006, onde na ocasião, a dupla conseguiu um inédito 14º lugar para o Brasil, entre 278 participantes na classe Amador. Destacam-se ainda entre seus títulos: Campeã NELCHA Winter Circuit Louisiana – $ 10,000 Limit; Campeã Dixie National AQHA/NCHA Champ Cutting - $ 10,000 Novice (Nota 75); e Campeã Dixie National AQHA/NCHA Champ Cutting - AQHA Júnior (Nota 75), apresentada por Armando Costa Neto.

 

Corona Trick, filho de Corona Cartel, entra na reprodução brasileira nessa temporada

 “Decidi importar e trazer alguns animais após passar 30 dias nos EUA, com toda minha familia, no final do ano passado. Visitei muitos haras e vivi um pouco do Quarto de Milha no Texas. Como este ano é a data comemorativo de 20 anos de criação do Haras Santa Helena, achei que era hora de trazer genética americana para está nova fase da nossa criação”, conta Geraldo Simas.

Segundo ele, após visitar o Laze-E Ranch e conhecer o Corona Cartel, ficou realmente impressionado com a beleza, temperamento e morfologia do cavalo: “Ele é muito forte, lindo, de estatura mediana e extremamente comprido, características que o nosso mercado da Vaquejada gosta. Daí, resolvi procurar um filho do Corona Cartel que é o atual líder das estastísticas e que somente em 2007 produziu cavalos que ganharam mais de 5 milhões de dolares”.


Corona Trick

Geraldo: “Explicou ainda que encontrou o Corona Trick, que é um jovem garanhão e tem uma morfologia muito parecida com o pai, pois tem uma pelagem exótica e é ganhador de mais de 37 mil dolares, com um Índice 104 de Velocidade, além de ter uma mãe filha do Takim On The Cash. “Eu fiquei realmente muito interessado nele e consegui, numa parceria com a Fazenda Barrinha, trazê-lo para colocá-lo à disposição do mercado brasileiro, já a partir desta temporada de monta”.

Ele planeja apresentar Corona Trick, pela primeira vez, no 5º Leilão comemorativo dos 20 anos do Haras Santa Helena, que acontecerá no próximo dia 3 de maio na cidade de Natal (RN).

Simas aproveitou a viagem e trouxe mais genética de qualidade ao Brasil. “Além dele, vieram uma potra filha do Corona Cartel, chamada Corona Crystale, que tem como avô materno Chicks Beduino; também uma filha do Strawfly Buds e, por último, uma filha do First Down Dash, tordilha, chamada Elusive Dasher”. Ele ressalta: “Essa última é muito especial, pois é muito difícil encontrar e conseguir trazer uma filha do First Down Dash, jovem e de uma pelagem belíssima”.

Concluindo, diz: “Estou muito feliz com essa importação e tenho certeza que isso trará muitos avanços na genética do nosso plantel e dará muito certo na Vaquejada e em todas as provas de velocidade”.

 

Chicks Beduino em mãe First Down Dash

O criador Jonatas de Oliveira Dantas, titular do Ana Dantas Ranch, em Xerém (RJ), além de ser destaque na Vaquejada, entra firme na Corrida e provas de velocidade buscando pedigrees internacionais. “Procurei importar três fêmeas com diferentes árvores genealógicas, que com certeza irão fortalecer ainda mais o plantel brasileiro”, disse o empresário.


Beleevn

Respectivamente, ele trouxe a potra tordilha filha de Chicks Beduino: Beleevn (mãe: Imjupn, por First Down Dash); a também tordilha Meye Quick Pick (Royal Quick Dash x Molly May Eye, por Mr Eye Opener); e a zaina Peach Parlay (Fishers Dash x Cashs Lil Peach, por Ronas Ryon).

 

Outros investidores que buscaram moderna genética

O Quarto de Milha brasileiro vem se enriquecendo com a busca de modernos pedigrees, fortalecendo ainda mais nossos plantéis nas mais variadas modalidades. Além dos já entrevistados nessa matéria, relacionamos outros investidores na raça que buscam melhorar ainda mais suas criações e que apresentaram todas as documentações exigidas pelo Stud Book da ABQM.

Acompanhe quem são, por ordem alfabética: Abelardo Ferreira Mendes (MG); Alexandre Lhamas Ramos (SP); Ana Cristina Pereira da Silva (MS); Eugênio Gomes Nunes (SP); Fábio Mesquita de Oliveira (SP); Francisco Eroides Quagliato Filho (SP); Geraldo Alves Ferreira Filho (SP); Haroldo de Araújo Pessoa Sobrinho (SP); José Durval Vergílio Júnior (SP); José Milare Garcia (SP); Jamil Buchalla Filho (SP); João Batista Zillo (SP); Marcelo Jorge (SP); Marcos Studart Gomes Lima (CE); Marcus Vinicius Tenório Guimarães (AL); Maria Clara do Amaral Cambrai (SP); Mário Garcia da Costa Filho (SP); Milton Vicente Vanni Jacob (SP); Paulo Fernando de Souza Lima Villela Martins (GO); e Valtoir Ferreira da Silva (RS).

 

Instruções técnico normativas de importação

Ministério da Agricultura do Abastecimento e da Reforma Agrária

Portaria nº 5, de 13 de janeiro de 1993

(Publicação no site ABQM – Stud Book)

A Certificação Zootécnica será expedida mediante a apresentação
· Cópia do certificado de registro do animal.
· Certificado de cobertura para éguas cobertas.
· Certificado de registro para produtos ao pé.
· Para animais acima de 18 meses de idade, laudo de exame andrológico ou ginecológico, emitido por veterinário.
· Comprovante de desempenho.

Modalidade Corrida

a. Colocação clássica até 5o. lugar e índice de velocidade igual ou superior a 90, por duas vezes;
b. A performance clássica poderá ser dispensada desde que os índices de velocidade tenham sido obtidos;
c. nos Hipódromos de Los Alamitos ou Ruidoso Downs;
d. Reprodutora sem campanha, mas tenha produzido animal que tenha a alínea a;
e. Reprodutor sem campanha, mas tenha produzido 10 (dez) animais que atendam a alínea a;
f. Animais até 36 meses de idade, poderão ser dispensadas campanhas próprias, desde que seus pais e suas mães se enquadrem numa das exigências acima.

Modalidade Conformação

a. Performance AQHA (American Quarter Horse Association), Superior Halter, AQHA Champion ou ter obtido até 3o. lugar no Congresso AQHA ou World Show;
b. Reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido animal que se enquadre numa das exigências acima;
c. Reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) animais que se enquadrem na alínea a;
d. Para animais até 24 meses de idade, Performance AQHA com 20 pontos em Conformação ou poderá ser dispensada campanha própria, desde que os pais e as mães se enquadrem nas exigências acima.

Modalidade Apartação

a. Animais com Certificado de Habilidade NCHA (National Cutting Horse Association)
b. Comprovando premiação igual ou superior a US$ 10 mil, ou ter obtido colocação até 20º lugar no Potro do Futuro ou Super Stakes NCHA ou Derby NCHA;
c. Para reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) animais que se enquadrem na condição acima;
d. Para reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido animal que se enquadre na alínea a;
e. Para animais até 48 meses de idade, poderá ser dispensada campanha própria, desde que seus pais se enquadrem numa das exigências anteriores.

Modalidade Rédeas

a. Animal com Certificado de Habilidade da NRHA (National Reining Horse Association), ou colocação até 5º. lugar no Campeonato Mundial;
b. Para animais com até 48 meses de idade, poderá ser dispensada campanha, desde que seus pais tenham sido campeões mundiais em competições AQHA;
c. Para reprodutores de qualquer sexo, terá que ter produzido animal colocado até 5o. lugar no Campeonato Mundial AQHA;


Demais modalidades Baliza, Tambor e Western Pleasure
a. Animais com 50 pontos em concursos oficiais AQHA;
b. Para reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido animal na exigência acima;
c. Para reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) animais que se enquadrem na alínea a;
d. Para animais com até 36 meses de idade poderá ser dispensada a campanha, desde que seus pais tenham sido World Champions ou Reserve World Champions, em concursos AQHA.

Sugestões para atualizar a portaria de importação de animais Quarto de Milha (janeiro de 2007)

Campanha dos animais a serem apresentadas pelos interessados

(Publicação no site ABQM – Stud Book)

CONFORMAÇÃO

a - Performance AQHA de Superior Halter, AQHA Champion ou ter obtido até 3º lugar no Congresso ou World Show promovidos pela AQHA;

b - Para reprodutor sem campanha poderá ser dispensada campanha própria, desde que tenha produzido 10 (dez) filhos que se enquadrem na alínea a;

c - Para reprodutora sem campanha poderá ser dispensada campanha própria, desde que tenha produzido 1(um) filho que se enquadre nas alíneas acima;

d - Para animais com idade até 24 (vinte e quatro) meses terá que apresentar campanha com 20 pontos ou mais em Conformação em provas promovidas pela AQHA ou poderá ser dispensada campanha própria, desde que seus pais atendam as alíneas acima;

e - Para fêmeas com até 24 (vinte e quatro) meses poderá ser dispensada campanha própria, desde que seu pai e seus avós maternos atendam às alíneas acima.

CORRIDA

a - Colocação clássica até 10º lugar e índice de velocidade igual ou superior a 90 por duas vezes. A performance clássica poderá ser dispensada desde que os Índices de Velocidade tenham sido obtidos nos hipódromos de Los Alamitos ou Ruidoso Downs;

b - Colocação clássica até 10º lugar em provas dos Grupos I - II - III em Los Alamitos ou Ruidoso Downs;

c - Comprovação de premiação em corrida igual ou superior a US$ 30 mil emitida pela AQHA;

d - Para reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) filhos que atendam às alíneas acima;

e - Para reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido 1(um) filho que atenda às alíneas acima;

f - Para animais com idade inferior a 36 (trinta e seis) meses, poderá ser dispensada campanha própria, desde que seus pais atendam às exigências acima;

g - Fêmea com idade inferior a 36 (trinta e seis) meses, poderá ser dispensada campanha própria, desde que seu pai e seus avós maternos atendam às exigências acima.

APARTAÇÃO

a - Comprovação de ganho emitido pela National Cutting Horse Association (NCHA) igual ou Superior a US$ 10 mil;

b - Colocação até 20º lugar na classe Aberta ou até 5º lugar na classe Amador, nas provas do Derby, Super Stakes e Futurity, realizadas pela NCHA ou Campeão ou Reservado Campeão no World Show ou Congress, realizado pela American Quarter Horse Association (AQHA);

c - Para reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) filhos que se enquadrem nas alíneas a ou b;

d - Para reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido 1 (um) filho que se enquadre nas alíneas a ou b;

e - Para animais com até 48 (quarenta e oito) meses, poderá ser dispensada a campanha própria desde que seus pais atendam aos requisitos exigidos acima;

f - Para fêmea com até 48(quarenta e oito) meses poderá ser dispensada campanha própria, desde que seu pai e seus avós maternos atendam aos requisitos exigidos nas alíneas acima.

BALIZA E TAMBOR

a - Comprovação de ganho emitido pela National Barrel Horse Association (NBHA) ou National Pole Bending Association (NPBA) de US$ 10 mi ou mais;

b - Colocação até 20º lugar na classe Aberta ou até 5º lugar nas classes Amador ou Jovem nas Provas do World Show promovido pela AQHA, NBHA ou NPBHA; nos Super Shows promovidos pela NBHA ou pela NPBHA; e no Mega Race ou Futurity promovidos pela NPBHA;

c - Para reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) filhos que se enquadrem nas alíneas a ou b acima;
d - Para reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido 01 (um) filho que se enquadre nas alíneas acima;

e - Para animais com até 48 (quarenta e oito) meses de idade poderá ser dispensada campanha própria, desde que seus pais atendam aos requisitos exigidos pelas alíneas acima;

f - Para fêmeas com até 48 (quarenta e oito) meses de idade poderá ser dispensada campanha própria, desde que seu pai e seus avós maternos atendam as exigências das alíneas acima.

RÉDEAS

a - Comprovação de ganho emitido pela National Reining Horse Association (NRHA) superior ou igual a US$ 10 mil;

b - Colocação até 20º lugar na classe Aberta ou até 5º lugar na classe Amador nas provas do Derby, Futurity NRBC (National Reining Breeders Classic) promovidos pela NRHA;
Campeão ou Reservado Campeão no World Show promovido pela AQHA e Congress promovido pela NRHA;

c - Para reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) filhos que se enquadrem nas alíneas a ou b;

d - Para reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido 1 (um) filho que se enquadre nas alíneas a ou b;

e - Para animais com idade inferior a 48 (quarenta e oito) meses poderá ser dispensada campanha própria, desde que seus pais atendam aos requisitos exigidos nas alíneas acima;

f - Para fêmeas com idade inferior a 48(quarenta e oito) meses poderá ser dispensada campanha própria, desde que seu pai e seus avós maternos atendam aos requisitos exigidos nas alíneas acima.

WORKING COW HORSE

a - Comprovação de ganho emitido pela National Reining Cow Horse Association (NRCHA) superior ou igual a US$ 10 mil;

b - Colocação até 20º lugar na categoria Aberta ou Até 5º lugar na categoria Amador - nas provas World Show - Derby - Stakes - Snafle Bit - Futurity promovidas pela NRCHA; Campeão e Reservado Campeão e no World Show de Working Cow Horse promovido pela AQHA;

c - Para reprodutor sem campanha, mas que tenha produzido 10 (dez) filhos que se enquadrem nas alíneas a ou b acima;

d - Para reprodutora sem campanha, mas que tenha produzido 1 (um) filho que se enquadre nas alíneas a ou b acima;

e - Para animais com idade inferior a 48 (quarenta e oito) meses poderá ser dispensada campanha própria, desde que seu pai e sua mãe atendam às exigências acima;

f - Para fêmeas com idade inferior a 48 (quarenta e oito) meses poderá ser dispensada a campanha própria, desde que seu pai e seus avós maternos atendam às exigências acima;

Para as modalidades reconhecidas pela AQHA e não mencionadas nesta sugestão, terão como referência US$ 10 mil em somas ganhas e/ou 50 pontos conforme os assentamentos da AQHA.

Toda fêmea, filha de mãe que tiver produzido um animal que tenha ganho US$ 100 mil ou mais em prêmios, em provas reconhecidas pela AQHA, estará apta para ser importada, independentemente da idade apresentada.

Embrião ou semên de animais da raça Quarto de Milha poderão ser importados desde que se atendam a legislação vigente.

Para efeito de análise das campanhas dos animais, não haverá especificidade de modalidade.

Certificação zootécnica e nacionalização do animal

Formalizadas as exigências acima, deverá ser solicitado na ABQM a certificação zootécnica, ou seja, se a entidade quartista está de acordo com a importação desse animal. Ocorrendo a concordância, o interessado pagará a taxa correspondente na tabela de emolumentos, para a nacionalização do produto importado.

O importador deverá providenciar ainda os seguintes documentos: cópia do certificado do registro norte-americano; campanha dos animais envolvidos (pai, mãe ou do animal importado); cópia da fatura comercial e atestado veterinário, cumprindo todas as vacinas, de acordo com a sua procedência.

Com a chegada do animal ao Brasil, o novo proprietário tem um prazo de 30 dias para entrar em contato com inspetor credenciadado pela ABQM e contratá-lo para resenhar o animal, anexando o documento norte-americano já transferido ao importador. Lembrando que a companhia que o assessorou na aduaneira deverá fornecer à ABQM a certificação de importação (se o importador cumpriu com todas as suas responsabilidades alfandegárias com o fisco brasileiro).

Feitos todos esses procedimentos, o animal será nacionalizado e receberá um número do Stud Book brasileiro, que enviará ao criador o certificado nacional e o norte-americano.