Biologia
e controle de carrapatos em eqüinos no Brasil
Autores:
Rodrigo Arruda de Oliveira – Médico Veterinário
CRMV-GO 3083
Prof. Dra. Lígia Miranda Ferreira Borges (
Parasitologia Veterinária – Escola de
Veterinária - Universidade Federal de Goiás)
E-mail contato: rodrigocavalos@yahoo.com.br
Tel: 62- 9998-4639
Carrapatos são indubitavelmente os ectoparasitos
de eqüinos mais importantes no Brasil. Diretamente
eles espoliam o sangue, abrem porta de entrada para
miíases e infecções secundárias,
irritam os animais e podem causar dermatites. São
também vetores dos agentes causais da piroplasmose
eqüina, Babesia equi e Babesia caballi, sendo
esta doença um fator limitante para a performance
de cavalos de esporte, além de restringir o
comércio internacional desses animais. Considerando
que a importação e principalmente a
exportação de cavalos vem aumentando
intensamente nos últimos anos, além
de cavalos brasileiros que vão para provas
internacionais, o controle desses artrópodes
passa a ser muito importante nesse processo.
Pelo menos três espécies de carrapatos
são comumente encontrados em eqüinos no
Brasil: Anocentor nitens, Amblyomma cajennense e Boophilus
microplus.
Anocentor
nitens
O A. nitens é um importante ectoparasito de
eqüinos desde o sul dos EUA até o norte
da Argentina. No Brasil, é encontrado parasitando
cavalos e outros eqüídeos, estando amplamente
difundido pelo país. Este ixodídeo é
responsável por muitas doenças, incluindo
lesões na orelha, predispondo a perda da rigidez
auricular (cavalo troncho). Provavelmente ocorre invasão
bacteriana nos ferimentos causados pelas picadas dos
carrapatos, que acabam causando lesões deformantes
ou mutilantes na cartilagem da orelha. O interior
da orelha do hospedeiro freqüentemente torna-se
repleto de carrapatos em todas as fases, com excrementos
e exsúvias (mudas de pele) do carrapato, o
que produz um odor nauseabundo. As fêmeas durante
o período de sucção secretam
uma substância líquida que, quando seca,
se assemelha a sangue coagulado. Assim uma inflamação
considerável é produzida o que pode
ocasionar o aparecimento de miíases. Além
dos danos diretos, ele está implicado na transmissão
biológica de um dos agentes da Piroplasmose
eqüina, a B. caballi. O parasitismo por A. nitens
determina inúmeros prejuízos para os
eqüinos do Brasil, através dos gastos
com carrapaticidas e problemas na saúde dos
animais. Em muitos casos, o controle deste parasito
é feito com o uso excessivo de substâncias
químicas, provocando sérios problemas
na criação, não erradicando o
ectoparasito e selecionando as cepas resistentes aos
mais diversos tipos de acaricidas.
Este carrapato é conhecido na América
do Norte como “the tropical horse tick”
e no Brasil como “the horse ear tick”,
pois é encontrado principalmente no pavilhão
auricular, embora possa ser encontrado em outros sítios
de fixação como divertículo nasal,
base da crina, região perineal e ao longo da
linha ventral média do corpo. É encontrado
em altas prevalências nos vários países
onde ocorre, desenvolvendo massivas populações
nos eqüinos sobre o qual passa por todas as suas
mudas.
O A. nitens é uma espécie com um único
hospedeiro no seu ciclo e quase sempre adota eqüinos
e muares como hospedeiro, mas é algumas vezes
encontrado em outros animais como jumentos, bovinos,
ovinos, veados e búfalos. No ciclo biológico
do A. nitens a fêmea ingurgitada (repleta de
sangue) se destaca do hospedeiro, procura um abrigo
próximo ao solo nas pastagens, onde põe
de 2.000 a 3.000 ovos. À medida que vão
realizando a postura, as fêmeas vão se
afastando, deixando os ovos aglutinados. Terminada
a oviposição as fêmeas morrem.
Os ovos são pequenos, esféricos e de
coloração castanha. Os ovos eclodem
e dão origem as larvas, de acordo com as condições
climáticas favoráveis, as larvas sobem
pelas gramíneas e arbustos e aí esperam
a passagem dos hospedeiros para os quais se transferem.
Após sugar sangue dos hospedeiros, durante
alguns dias, a larva sofre muda da cutícula
(ecdise) e se transforma no estágio seguinte
que é a ninfa, esta por sua vez, se ingurgita,
sofre ecdise e se transforma em machos ou fêmeas.
Esses copulam, e a fêmea se ingurgita e se desprende
do hospedeiro, após um período de descanso
iniciam a ovipostura. Os machos permanecem mais tempo
no hospedeiro.
A duração da fase parasitária
no cavalo é de 24 a 28 dias, com ingurgitamento
e muda de larva para ninfa e de ninfa para adulto
no 8o e 16o dia pós-infestação,
respectivamente. Em bovinos o ciclo do parasito é
mais longo que em eqüinos, o massivo desprendimento
de fêmeas ocorre de 25 a 36 dias pós-infestação.
No Brasil, altas temperaturas, aumento das chuvas
e da umidade relativa durante o verão e primavera
estão associados com o encurtamento da fase
não parasitária do A. nitens. Assim,
altos índices de produção de
ovos e eclosão, conseqüentemente uma maior
abundância de larvas são observados nesse
período. No outono e inverno, o prolongamento
da fase não parasitária e a diminuição
da eficiência reprodutiva e taxas de eclosão
contribuem para uma menor abundância de larvas.
Entretanto, neste momento, baixas temperaturas são
associadas com um aumento na sobrevivência das
larvas, resultando em uma manutenção
da larva nas pastagens, embora em baixo número.
Desta forma, podem ser observadas 3 a 4 gerações
anuais de A. nitens no Brasil que decorrem de mudanças
climáticas e também são devidas
ao estado fisiológico do cavalo, dependendo
de seu nível de resistência ou susceptibilidade.
Amblyomma cajennense:
O A. cajennense, o carrapato do corpo dos cavalos,
conhecido no Brasil como carrapato rodoleiro ou estrela
na sua fase adulta, “vermelhinho” na fase
ninfal e “micuim” na fase larvar, tem
sido considerado como uma praga de importância
emergente nas áreas de produção
animal, como espoliador dos rebanhos eqüinos
e bovinos e, de saúde pública como importante
transmissor da riquetsiose nos humanos, a Febre Maculosa.
Vários animais domésticos e ampla diversidade
das espécies silvestres, mamíferos e
aves, podem albergar algum estádio parasitário
deste carrapato.
O A. cajennense é um carrapato trioxeno, ou
seja, necessita de três hospedeiros de espécies
iguais ou diferentes para completar seu ciclo de vida.
O ciclo biológico inicia-se com a queda de
uma fêmea ingurgitada – teleógina,
que busca esconderijo no solo para iniciar um novo
ciclo de vida. No solo, em uma área protegida,
dentro de uma rachadura do solo ou na base de uma
touceira de capim, após aproximadamente 12
dias ela inicia uma postura de duração
média de 25 dias onde deposita os ovos, dos
quais aproximadamente 95% de larvas produzidas são
viáveis (micuins) que permanecerão em
jejum até o encontro do primeiro hospedeiro
por um período de até seis meses, subindo
e descendo das folhas das plantas em função
das condições ambientais diárias
e ocorrência de estímulo de busca de
hospedeiros tais como vibrações do solo
e eliminação de CO2 pelos hospedeiros.
O enorme potencial biótico da espécie,
explica a intensidade das infestações
por larvas ou micuins observadas particularmente a
partir dos meses de março – abril até
meados de julho quando se inicia o período
ninfal. No hospedeiro, após a fixação
das larvas na sua pele, por mecanismos específicos,
iniciam um repasto de linfa e /ou sangue e tecidos
digeridos, durando essa fase alimentar aproximadamente
cinco dias. Após este período as mesmas
desprendem do hospedeiro, caindo no chão e
buscando abrigo no solo para realizar uma muda para
o estádio ninfal, que ocorre em um período
médio de 25 dias.
Desta muda resulta uma ninfa (“vermelhinho”)
que mantendo o mesmo comportamento verificado no estádio
larvar, sobe e desce diariamente das folhas e ramos
das plantas, à procura de um novo hospedeiro,
sendo também este comportamento condicionado
pelas condições ambientais. Neste estágio,
a ninfa pode aguardar em jejum por um período
estimado de até um ano e seu período
máximo de atividade é observado durante
os meses de julho a outubro ainda que possam também
ocorrer durante todo o ano nas condições
ambientais de sua ocorrência. Encontrado o segundo
hospedeiro esta ninfa fixa-se em sua pele e iniciam
um período de alimentação de
aproximadamente 5 a 7 dias. Quando completamente ingurgitada,
solta-se e cai ao chão para realizar a segunda
muda em um nicho protegido do solo.
Após um período de aproximadamente 25
dias emergem o macho ou a fêmea jovens que em
aproximadamente sete dias encontram-se perfeitamente
aptos a realizar seu terceiro estádio parasitário.
No meio ambiente, podem permanecer em jejum, por um
período de até 24 meses, aguardando
o hospedeiro e demonstrando enorme resistência
física aos fatores ambientais. Deve-se considerar,
entretanto, que em cada fase, nem todos os indivíduos
sobrevivem. Grande número morre em decorrência
da dessecação, da fome e da predação.
Apenas os mais aptos sobrevivem para dar continuidade
à espécie. Encontrando o hospedeiro,
machos e fêmeas fixam-se, fazem um repasto tissular
e sanguíneo, cruzam-se e a fêmea fertilizada
inicia um processo de ingurgitamento que finda num
prazo aproximado de 10 dias. Após este período
a fêmea solta-se da pele e vai ao solo. No solo
inicia uma nova geração. Esta fase,
observada durante os meses de outubro e março
no sudeste brasileiro, completa o ciclo biológico
da espécie caracteriza sua dinâmica populacional
e indica a ocorrência de uma geração
anual da espécie.
Boophilus
microplus:
A
infestação de eqüinos por B. microplus
está fortemente associada com o uso simultâneo
de pastagens por eqüinos e bovinos. Apesar do
B. microplus ser um carrapato do bovino, ele pode
ser encontrado em várias outras espécies
hospedeiras, como cavalos, pequenos ruminantes, búfalos,
cachorros e alguns mamíferos silvestres. Entretanto,
estas espécies hospedeiras podem servir como
hospedeiro secundário desde que estas infestações
são sempre relatadas em áreas onde também
se observa o pastejo de bovinos.
Nos eqüinos o B. microplus é freqüentemente
encontrado no peito e pescoço dos animais,
causando uma severa dermatite. Além do mais,
experimentalmente tem se demonstrado a transmissão
de B. equi por este carrapato. Este carrapato apresenta
apenas um hospedeiro em seu ciclo de desenvolvimento,
sendo este semelhante ao já descrito anteriormente
para o A. nitens.
DIFERENCIAÇÃO
DOS CARRAPATOS
A
diferenciação morfológica entre
as espécies A. nitens, B. microplus e A. cajennense
pode ser feita de forma bem prática a campo.
Algumas particularidades devem ser destacadas, pois
apesar de parecer simples, não é em
qualquer fase de vida destes carrapatos que será
possível identificá-los sem o auxílio
de uma lupa ou microscópio.
Para diferenciar se o seu cavalo está infestado
por uma dessas 3 espécies será necessário
que você colete carrapatos adultos e observe
as características abaixo.
Anocentor
nitens Boophilus microplus Amblyomma cajennense
Carrapato da orelha de eqüinos* Carrapato do
boi Carrapato roduleiro, carrapato estrela, carrapato
do corpo de eqüinos
Fêmea ingurgitada possui patas curtas e bem
escuras (marrom escuro). Fêmea ingurgitada possui
patas curtas e bem claras (transparentes). Patas bem
longas podendo ser claras ou escuras.
Fêmeas ingurgitadas: coloração
marrom claro, ao marrom escuro. Fêmeas ingurgitadas:
coloração marrom claro, ao marrom escuro.
Fêmeas ingurgitadas: mesma coloração
do A. nitens, mas com pequenos pontos negros no corpo.
Apresenta escudo bem pequeno e ornamentado (desenho
e rajas claros).
Cabeça com peça bucal curta. Cabeça
com peça bucal curta. Cabeça com peça
bucal longa.
Macho com coloração variando do marrom
escuro ao vermelho escuro. Macho com coloração
variando do marrom escuro ao castanho. Macho com coloração
marrom escuro e com o escudo bem ornamentado (desenhos
e rajas claros).
Macho com peça bucal e patas curtas Macho com
peça bucal e patas curtas Macho com patas bem
longas e peça bucal longa.
* também pode ser encontrado sob a crina, no
divertículo nasal, região perineal e
perianal.
CONTROLE
Baseado no estudo da dinâmica sazonal das fases
parasitárias e não parasitárias
são sugeridas medidas de controle estratégico
para A. nitens no Brasil similarmente aquelas adotadas
para B. microplus. Os tratamentos acaricidas devem
ser mais intensivos na primavera e verão, quando
os níveis de infestação parasitária
são maiores, e a abundância de larvas
é maior nas pastagens e o ciclo de vida do
A. nitens é menor devido às maiores
temperatura e umidade relativa do ar. Os tratamentos
devem ser baseados na pulverização de
todo o corpo dos eqüinos, inclusive dentro do
divertículo nasal e região auricular,
em intervalos de 24 dias, cobrindo um período
de pelo menos 4 meses ininterruptos do ano, na primavera
e/ou verão. O volume de emulsão acaricida
recomendado é de 4 a 5 litros por cavalo adulto,
sendo que após o tratamento os animais devem
voltar para o mesmo pasto. A repetição
dos tratamentos acaricidas e o retorno dos animais
para o mesmo pasto promoverão uma intensa limpeza
das pastagens, reduzindo desta forma o número
de carrapatos que atingirão a fase adulta.
As elevações da temperatura e da umidade
relativa do ar nesta época do ano provavelmente
aumentam a atividade de busca pelo hospedeiro das
larvas não alimentadas de A. nitens presentes
nas pastagens. Tal fato possivelmente reduz o tempo
de sobrevivência destas larvas no ambiente o
que contribui para maior sucesso do tratamento carrapaticida
neste período do ano. Em muitas propriedades
é comum o uso de acaricidas tópicos
no pavilhão auricular como única medida
de controle de A. nitens. No entanto este controle
tem se demonstrado ineficiente, devido às populações
encontradas em outros sítios de fixação.
Em pesquisa realizada no Estado de São Paulo
observou-se que os principais fatores associados com
a presença e níveis de infestação
por A. cajennense em eqüinos foram as condições
da vegetação e da pastagem. Mistura
de pastagens de crescimento excessivo, gramas não
uniformes e várias espécies de plantas
invasoras na pastagem, mostraram ter grande associação
epidemiológica com A. cajennense (estabelecimento
e desenvolvimento). A presença de pastagens
sujas (mato + pastagem) foi associada não somente
com a presença do carrapato, mas também
com sua maior infestação nos cavalos.
Roçar toda a pastagem uma vez ao ano foi a
medida mais eficiente para evitar a presença
e altas infestações de A. cajennense.
Esse tipo de manejo de pastagem é feito principalmente
no verão, durante a estação chuvosa,
e consiste no rompimento mecânico de toda a
pastagem, expondo o solo por várias semanas,
até uma nova cobertura de capim se estabelecer.
Roçagens periódicas também são
fundamentais para manter a pastagem limpa, prevenindo
o estabelecimento de plantas invasoras. Como A. cajennense
completa somente uma geração por ano
no Brasil, a maior parte do desenvolvimento do ciclo
de vida ocorre no solo. Roçando a pastagem
e expondo o solo pode-se significativamente romper
com as condições microclimáticas
ideais para sobrevivência e desenvolvimento
do A. cajennense. A ausência de vegetação
mais densa também pode desempenhar um papel
de ruptura nas condições microclimáticas
ideais.
Outra medida recomendada para o controle de A. cajennense
seria o uso de tratamentos acaricidas a cada sete
a dez dias durante o período larval e ninfal.
O número de tratamentos em cada bateria varia
com o nível de infestações na
propriedade, o que obrigatoriamente exige a vistoria
do Médico Veterinário para cada programa
instalado. Além disto, o programa deverá
prever tratamento de todos os eqüinos da propriedade
num intervalo máximo de 3 dias para todo o
plantel. É também fundamental que os
animais sejam retornados ao pasto de origem. Isto
porque, espera-se que cada animal torne-se uma “armadilha
viva” durante o intervalo entre tratamentos.
A repetição dos tratamentos acaricidas
nos períodos larval e ninfal e o retorno dos
animais ao pasto, promoverão uma intensa limpeza
das pastagens, reduzindo desta forma o número
de carrapatos que tornar-se-ão adultos. Desta
forma, espera-se grande redução dos
carrapatos adultos durante as estações
da primavera e verão como conseqüência
natural da redução dos estágios
larval e ninfal.
A dificuldade está no controle da população
adulta, pois além de se necessitar de um produto
com uma concentração 1,8 vezes superior
à concentração indicada para
o controle dos carrapatos dos bovinos, na época
do tratamento (primavera e verão) temos grande
quantidade de éguas em segundo e terceiro estágios
de gestação. O uso intensivo e indiscriminado
de carrapaticidas neste período pode ocasionar
intoxicações e abortos absolutamente
indesejáveis nestes animais.
Para controlar estes problemas em rebanhos pequenos,
indica-se que no período de primavera e verão
todas as fêmeas ingurgitadas sejam diariamente
retiradas dos animais. Alguns ganhos resultarão
desta ação. Em primeiro lugar que para
cada fêmea repleta retirada estarão sendo
retiradas do campo 5000 prováveis larvas que
comporão a geração no ano seguinte.
Em segundo lugar e se o controle das fases larval
e ninfal forem bem feitos, reduziremos drasticamente
a necessidade de banhos carrapaticidas neste período.
Em terceiro lugar, a manipulação diária
destes animais produzirá um comportamento dócil
altamente desejável nos animais do rebanho.
Como as infestações de eqüinos
por B. microplus estão fortemente associadas
com o uso simultâneo de pastagens por eqüinos
e bovinos, a providência imediata que deve ser
tomada em um plantel infestado é a prática
de separação de pastos destinados aos
eqüinos e aos bovinos.
Estas propostas de controle estratégico manipulam
importantes conceitos epidemiológicos, porém
estão centradas no uso intensivo de carrapaticidas
que são por definição produtos
tóxicos e como tal devem ser manipulados com
todos os cuidados e normas de segurança.
Cabe ao Médico Veterinário a checagem
de todas estas normas como condição
prévia à implantação do
programa em uma propriedade. Sua atuação
efetiva no controle das condições de
aplicação destes pesticidas resultará
numa inestimável ação de saúde
pública na proteção ambiental
e segurança do trabalhador rural.
Por outro lado, cuidadosas prescrições
devem ser observados na recomendação
de carrapaticidas de bases fosforadas ou misturas
piretróides + fosforados. Seu uso intensivo
pode resultar em quadros de intoxicações
em animais e operadores. Por isso, na atualidade,
recomenda-se que os programas de tratamento intensivos
sejam realizados com produtos das bases piretróides
puras na forma de concentrados emulsionáveis
para banhos de aspersão ou imersão.
Baseado em todos esses estudos podemos dizer que o
meio mais eficiente para evitar a infestação
por B. microplus em eqüinos é criar cavalos
completamente separados de bovinos. A infestação
por A. cajennense pode ser controlada usando acaricidas
recomendados nas dosagens adequadas, manter as pastagens
uniformes e em condições limpas através
da roçagem pelo menos uma vez ao ano durante
as estações chuvosas (primavera e verão),
quando o crescimento da forragem é favorecido.
Infestações pelo A. nitens podem ser
controladas através da pulverização
de todos os eqüinos com acaricida por todo o
corpo nos intervalos corretos e nas diluições
adequadas, principalmente no período da primavera
e verão. |