| Consultando
a Pedicure
O
Descuido no cuidado dos cascos pode tirar seu cavalo fora do circulo
dos Ganhadores
Ainda
que não se vejam cavalos nos salões de beleza fazendo
uma pedicure, oferece-la regularmente ao seu cavalo pode ajudá-lo
a melhorar sua performance.
Às vezes, por casualidade, alguém escuta conversa
entre treinadores falando de pintar os cascos dos cavalos, entretanto
ninguém encontrará nas lojas do comércio o
esmalte da moda. A tinta para cascos é semelhante ao creme
para as mãos. É melhor que rejuvenescer as unhas no
salão de beleza que tornam-se suaves e agradáveis,
o mesmo efeito pode causar o frio úmido que pode ser arrasador
para os cascos dos cavalos.
Um
casco rachado não é tão fácil de reparar
como colocar uma unha postiça. Por isso que o cuidado contínuo
dos cascos é essencial como parte de um programa de um ganhador.
Os
treinadores de Cavalos Quarto de Milha JOHN HAMMES, DONNA MCARTHUR,
CLAY SPARKS e HEATH TAYLOR, estão de acordo com um “dito”
de carreiristas
“SEM CASCO NÃO TEM CAVALO”. O contínuo
cuidado dos cascos pode prevenir a peda de tempo na pista. Um ferrageamento
programado para a hora certa, aplicações de produtos
nutritivos, a suplementação com alimentos nutritivos
e um cuidado constante podem manter as patas dos cavalos de corridas
em perfeitas condições.
Pintando
os Cascos
As
ferraduras dão uma importante proteção para
o casco. Porém antes de fixa-las, as muralhas dos cascos
devem estar em condições saudáveis.
Observar diariamente os cascos permite sentir qualquer alteração
e intervir rapidamente e assim não perder valioso tempo no
treinamento.
“Todos
os dias revisamos cada cavalo que está em treinamento no
rancho e ficamos certos que estão com seus cascos limpos”
, disse Sparks.
Quando
levantar o casco do seu cavalo, remova qualquer material grudado,
e observe se tem áreas quentes ou pulsações
a mais, em comparação com um casco normal.
“Se
alguém limpa os cascos dos seus cavalos pelo menos duas vezes
por dia – pela manhã e à tarde – pode
observar qualquer coisa suspeita que possa aparecer”, disse
McArthur.
A
freqüência na aplicação das pastas para
cascos (hoof dressings) depende de cada cavalo, do clima e do ambiente
da cocheira. Untar o casco por fora e por baixo, são práticas
comuns. O comércio especializado oferece uma gama enorme
de produtos para o casco dos eqüinos.
“Nós
não lubrificamos os cascos dos cavalos todos os dias”,
disse Sparks. “ Tratamos de untar os cascos a cada três
ou quatro dias, a não ser que haja necessidade.Normalmente
depois do trabalho ou se vai à pista, cobrimos a ranilha
com uma pasta para cascos. Eu uso Forschner’s hoof packing;
que é um produto tradicional”.
Sparks
e sua equipe cobrem a ranilha do casco com um cataplasma de “barro”
e depois colocam um pedaço de papel na parte de baixo para
evitar que o “barro” se misture com a serragem ou terra.
“Existem
muitas marcas diferentes no mercado, porém eu gosto de usar
uma pasta para cascos que seja um pouco grossa e assim aderir ao
casco”, disse ele. Nós nos asseguramos de untar bem
a coroa ou banda coronária. Quando estamos no Arizona ou
em Ruidoso, onde caminhamos em solo duro ou asfalto para ir à
pista, os cavalos começam a apresentarem-se um pouco sensíveis
e um pouco doloridos. Por isso, nós os untamos com “barro
preparado” (pasta) e isso ajuda a perder calor e a dor do
casco.”
Sparks
prefere usar nas solas dos cascos dos cavalos pasta para cascos
à base de iodo. Ele inclusive tem um conselho para economizar
dinheiro.
“Economiza-se
a metade ao adicionar mais o iodo, disse ele”. “Rende
mais”.
Taylor,
que é treinador principalmente na Louisiana e no Texas, não
prefere os produtos que contenham óleo de peixe.
“A
maioria das pastas próprias para cascos no comércio
tem óleo de peixe como um dos principais componentes”,
disse Taylor. “Todos nós acabamos usando esse tipo
de produto porque é mais fácil, porém eu não
acredito que seja bom para os cascos dos cavalos”.
Hammes,
que tem seus cavalos ambientados a uma maior altitude e expostos
ao clima seco do Colorado, prefere usar o óleo de peixe.
“Diferentes
pessoas têm diferentes teorias sobre o cuidado com os cascos
e como ferrar seus cavalos,” disse ele.
“Eu gosto de misturar um pouco de óleo de peixe com
os produtos de uso comum. Qualquer tipo de óleo para cascos
serve, depois eu o melhoro colocando um pouco de óleo de
peixe.”
Quando
treinava em Remington Park, Hammes, aplicava óleo em seus
cavalos duas vezes por semana.
“Quando se usa muita água lavando seu cavalo e enxaguando-lhe
os cascos, isso mantém os cascos um pouco suaves”,
Disse Hammes “Eu tenho o mesmo problema que tem todo o mundo
– algumas vezes parece que estão pisando um pouco duro,
e outras vezes parece que estão pisando um pouco mais suave.
Temos que encontrar esse ponto médio ideal”.
Em complementação ao banho, a terapia com gelo pode
alterar o equilíbrio de umidade dos cascos.
“Inclusive, um pouco antes das corridas, aplicamos muito gelo
nos cascos dos cavalos”, disse Taylor “mantendo-os enfaixados
por aproximadamente dois ou três dias antes e por alguns dias
depois”.
“Em cavalos que tenham brocas ou fungos (trush) nos cascos,
e não queremos que seus cascos se molhem, envolvemos seus
cascos com sacos plásticos e depois aplicamos uma bandagem
veterinária (vet wrap) para que permaneçam secos.Eles
manterão a temperatura baixa, o que ativará a pressão
sanguínea.”
“Se os cascos dos cavalos não são limpos adequadamente,
se em suas cocheiras se umedecem facilmente ou se são soltos
em lugares úmidos, este animal tenderá a apresentar
problemas com fungos (thrush),” salienta Sparks. “Existem
produtos no mercado como Thrush Buster ou Kopertox, que matam o
fungo causador da broca (thrush).”
“Cuide
dos cascos dos cavalos uma ou duas vezes ao dia e mantenha o cavalo
em ambiente seco”, disse Hammes.
“Usamos
botas de gelo, entretanto elas tendem a tornar o casco muito sensível”
disse Sparks. “Comumente untamos os cascos antes de colocá-los
no gelo. A pasta para casco atua como um impermeabilizante, impedindo
a umidade de penetrar no casco”.
McArthur
prefere seus animais com solas duras. Para atingir isso, usa Reducine
na base dos cascos dos cavalos. Ele coloca Reducine no casco, depois
um chumaço de algodão em cima e depois envolve tudo
com uma bandagem veterinária(vet wrap) e deixa por alguns
dias.
“Alguns tipos de pisos necessitam realmente da parte de baixo,”
disse ele.”Isto tira toda a dor e esfria os cascos. Assim
teremos cascos bons e saudáveis com que trabalhar.”
Quando
Sparks está procurando aumentar o crescimento dos cascos
dos cavalos ele também usa Reducine.
“Passamos
Reducine ao redor da zona coronária do casco e isso a estimula”,
disse ele. “Todos os vasos sanguíneos locais, ajudam
que o casco cresça um pouco mais rápido. Reducine
é muito mais consistente, e se tivermos cascos realmente
secos ou com as muralhas um pouco alteradas usamos Reducine”.
Conselhos
Nutritivos
A
saúde interna é normalmente refletida por fora. Uma
coloração pobre ou cascos com pouco crescimento podem
ser sinais de uma alimentação inadequada. Para dar
aos cavalos de corrida as melhores oportunidades possíveis,
alguns treinadores adicionam suplementos em seus regimes alimentares.
“Temos
várias maneiras para a alimentação”,
disse Taylor. “Adicionamos muito Biotin na comida. Para animais
com problemas de crescimento, tratamos alimentando-os algumas vezes
com JELLO ou muita gelatina”.
McArthur
tem obtido excelentes resultados usando um suplemento misturado.
“A Farrier’s Formula (Receita do Ferreiro) tem vitaminas
e nutrientes que estimulam o crescimento,” disse .”Quando
estamos em Los Alamitos correndo o ano todo, administramos a todos
os cavalos a Farrier’s Formula e eles comem sem qualquer problema”.
Hammes
confia mais em uma ração balanceada, do que nos suplementos.
“Existem
milhões de produtos diferentes no mercado e que funcionam
em um cavalo e podem não funcionar em outro”, disse
Hammes. “Todo mundo provavelmente usa suplemento alimentar.
E usá-los nos torna mais tranqüilo, entretanto não
temos certeza que estamos tendo benefícios com seus custos”.
O
aparelho circulatório dos cavalos é o responsável
pela condução dos nutrientes através do corpo
até os cascos.
“Eles
necessitam de uma boa irrigação sanguínea nos
cascos para que possa crescer e esta é a parte mais distante
para o sangue chegar”, disse McArthur.
“O
sangue flui fácil para baixo, entretanto é muito difícil
para o fluxo de sangue voltar a subir”.
“Se
o sangue flui normalmente nos cascos, estes são saudáveis
e se mantêm em boas condições” , salienta
ele. “Porém, se alguma coisa se altera ou não
chega sangue no local, é quando se origina um problema”.
“Algumas
vezes, os diferentes tipos de camas afetam os cascos” disse
Sparks. “Se temos um cavalo começando a ter problemas
nos cascos, nós os colocamos em cama de feno, já que
a serragem tende a secar seus cascos”.
“Na
verdade o cavalo não está doente por estar na cocheira”.
A ranilha do casco é como uma bomba para o sangue que chega,
que pulsa para fazer o refluxo do sangue através dos membros.
Quando elas estão paradas numa superfície suave como
a cama das cocheiras elas não estão recebendo a circulação
necessária”.
Como
adição ao ambiente natural de vida, está a
superfície da pista que pode agir como uma lixa de unha para
os cascos dos cavalos.
“Se
um cavalo está numa superfície artificial na qual
se corre todo dia, funciona como se fosse uma lixa muito fina”,
disse McArthur. Pode se observar o desgaste na parte externa dos
cascos. Porém se está em um solo natural, como San
Houston, não tem quase problema com os cascos”.
Cavalariços
atentos podem dar-se conta de possíveis problemas, antes
mesmo de aparecerem.
“O mais importante é manter os cascos crescendo para
que possam estar saudáveis todo o tempo”, Aconselha
McArthur. “Se tiver um problema, tem que combatê-lo
de imediato, estas coisas não podem deixar passar”.
Escrito
por JENNIFER K HANCOCK
Ilustrado por Gabriel Treviso
Traduzido por Aldo Ferrari
THE AMERICAN QUARTER HORSE RACING JOURNAL
August 2004.
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