Zito, um laçador raiz

“Gosto demais desse trem. A gente vê os amigos tudo”

José Maria Ramos Amorim Filho, mais conhecido como Zito, entre os laçadores, é um dos mais assíduos competidores a frequentar às pistas de Laço. Ele foi o primeiro a entrar na arena, para disputar a Amador Master-Cronômetro, montando Sukita Gray, uma filha de Noble First Gray x Manteia Bars, por Holly Bars S3), de sua criação e propriedade. “Começei a laçar em 1980”, recorda. Segundo ele, naquela época as “traias” eram todas importadas. Era difícil de encontrá-las. “Até que apareceu o Tião Boca Mole, ex-funcionário da Fazenda King Ranch, onde aprendeu a fabricar selas”, lembra com um sorriso, pelo nome folclórico do fabricante. “Ele demorava um pouco a entregá-las, mas foi um dos primeiros nesse ofício”. Zito informa que também era difícil achar um bom laço.

Corda de nylon e de rolo

“Fazíamos com corda de nylon. A partir de 1985, começaram a ser importadas dos Estados Unidos, mais aprimoradas. “O povo comprava também no Paraguai as “cordas de rolo”.

Voltando ao presente, muita coisa mudou, linhagens excepcionais foram importadas. “Hoje temos até campeão mundial, como o Lincoln Figueiredo, Marcos Alan Kachorroski e o Júnior Nogueira (Testinha), destaque no All Around de 2018.  Além de muitos treinadores”, observa.

Sobre o mercado atual, comentou: “ Cresceu muito. Hoje há muitas opções de compra e o cavalo comum fica difícil de vender. Mas o “bom” sempre vende”, acredita Zito, que possui 35 cavalos, na Fazenda Nascente de Ribeirão Claro, em Santo Anastácia (SP). Encerrou a prosa, dizendo de seu jeito: “Gosto demais desse trem. A gente vê os amigos tudo”.   

 

Texto: Moacir Texto

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