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Vencer a 18ª Copa dos Campeões da ABQM, em Araçatuba (SP), era um sonho que Ana Clara Paulini Dias carregava há muito tempo. Neste ano, ele se tornou realidade, e em dose dupla. Além de conquistar o título no Laço Individual Técnico – Amador – Principiante, uma modalidade historicamente dominada por homens, Ana Clara também brilhou no Breakaway Roping, reforçando seu nome entre as promessas do esporte.
A vitória veio montando VPJ Shoot Truluck (Shine N Shoot x Havana Truluck GSA), cavalo que está alienado no nome de Diego Araújo, a quem Ana Clara faz questão de agradecer. “Esse animal sempre foi muito especial, uma parte da família, e esse ano tem me ajudado a alcançar grandes feitos”, conta.
Para ela, o resultado é fruto de dedicação, fé e paixão pelos cavalos, ingredientes que guiam sua trajetória dentro e fora das pistas. “Eu sempre me diverti correndo o Laço Individual, sempre fui bem recebida, e mesmo sendo praticada pela grande maioria por homens, pude perceber que nós, mulheres, também podemos ter nosso espaço ali dentro”, destaca.
Mais do que técnica, Ana Clara acredita que o sucesso vem da soma de preparo físico, mental e conexão com o cavalo. “Fisicamente a gente estava bem, mas eu também precisava passar confiança pro cavalo que estava montada, porque mesmo sendo um fenômeno, ele também precisava de mim”, explica.
A rotina da competidora é intensa. Entre o trabalho fora das pistas, treinos e longas viagens, sobra pouco tempo para descanso. “Costumo brincar que quem apenas gosta, não acompanha… tem que ser realmente apaixonado. Envolve muita dedicação, escolher todos os dias dar o máximo de si, mesmo quando não estamos 100%”, diz.

Ao lado do irmão e treinador Bruno Dias, responsável pela preparação dos cavalos, Ana Clara constrói sua evolução dia após dia. E mesmo diante das dificuldades, desistir nunca foi uma opção. “As frustrações sempre foram um combustível pra mim. Voltar pra casa determinada a vencer os desafios e melhorar o que estava de errado é o que me move. Esse esporte me ensina todos os dias a se levantar e sacudir a poeira”, afirma.
Ana Clara também se emociona ao ver outras meninas ingressando no mundo do Laço. “É lindo ver a Maria Felícia e a Ayane também competindo e conquistando espaço. Só de estar ali, já é uma grande vitória”, comenta.
Mais do que um esporte, o Laço faz parte de um modo de vida, e Ana Clara traduz isso em cada palavra. “O cavalo é nosso maior companheiro, o bezerro faz parte do time, e isso é a base pra fazer nosso esporte crescer. O cavalo constrói amizades, gera empregos e ensina muito, ele me dá forças todos os dias.”
Com fé e gratidão, a campeã segue mirando novos desafios. “Meus objetivos são evoluir, treinar ainda mais, e continuar buscando títulos importantes, se Deus permitir. No final, todo esforço vale a pena. Quando a gente chega onde sonhou um dia, é inexplicável e só me faz querer continuar”, conclui.
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